terça-feira, 3 de dezembro de 2019

... E de repente já é dezembro outra vez! (2) - MANUEL BANDEIRA

... E de repente já é dezembro outra vez! 

Dezembro é o décimo segundo e último mês do ano no calendário gregoriano 
e tem duração de 31 dias. Nele acontece o solstício de inverno, no hemisfério norte, 
e do verão no hemisfério sul.
Um mês que estimula reflexões e mudanças, já que fecha 
um ciclo anual do Tempo, em grande parte do Planeta Terra.


O bom dia do PMBFL é com Manuel Bandeira
Manuel Carneiro de Sousa Bandeira Filho. Pernambucano. Nasceu em Recife em 19.04.1886 e faleceu no Rio de Janeiro, em 13.10.1968. Professor. Poeta e cronista. Crítico 
e historiador literário. Ocupou a cadeira nº 24, da Academia Brasileira de Letras. Autor premiado nacional e internacionalmente. Apesar da tuberculose, desde a tenra infância, teve uma vida longa e uma obra literária sólida e representativa da moderna literatura brasileira.


Bibliografia de Manuel Bandeira:
A cinza das horas (1917)
Carnaval (1919)
Poesias, reunindo os dois livros anteriores mais Ritmo dissoluto (1924)
Libertinagem (1930)
Estrela da Manhã (1936)
Crônicas da Província do Brasil (1936)
Antologia dos poetas brasileiros da fase romântica (1937)
Poesias escolhidas (1937)
Antologia dos poetas brasileiros da fase parnasiana (1938)
Guia de Ouro Preto (1938)
Noções de história das literaturas (1940)
Autoria das Cartas chilenas, separata da Revista do Brasil (1940)
Poesias completas, reunindo as obras anteriores e mais Lira dos cinquent’anos (1940)
Poemas traduzidos (1945)
Apresentação da poesia brasileira (1946)
Antologia dos poetas brasileiros bissextos contemporâneos (1946)
Poesias completas, 4ª edição, acrescida de Belo belo (1948)
Mafuá do malungo, versos de circunstância (1948)
Literatura hispano-americana (1949)
Gonçalves Dias (1952)
Poesias completas, 6ª edição, acrescida de Opus 10 (1954)
Itinerário de Pasárgada (1954)
De poetas e de poesia (1954)
50 Poemas escolhidos pelo autor (1955)
Obras poéticas (1956)
A flauta de papel (1957)
Poesia e prosa, 2 vols (1958)
Alumbramentos (1960)
Estrela da tarde (1960)
Rio de Janeiro em prosa & verso, com Carlos Drummond de Andrade (1965)
Andorinha, andorinha (1966)
Os reis vagabundos e mais 50 crônicas (1966)
Colóquio unilateralmente sentimental (1968)




Versos de Natal
Manuel Bandeira

Espelho, amigo verdadeiro,
Tu refletes as minhas rugas,
Os meus cabelos brancos,
Os meus olhos míopes e cansados.
Espelho, amigo verdadeiro,
Mestre do realismo exato e minucioso,
Obrigado, obrigado!
Mas se fosses mágico,
Penetrarias até o fundo desse homem triste,
Descobririas o menino que sustenta esse homem,
O menino que não quer morrer,
Que não morrerá senão comigo,
O menino que todos os anos na véspera do Natal
Pensa ainda em pôr os seus chinelinhos atrás da porta.

(Manuel Bandeira, em ‘Lira dos cinquent’anos’ 1940.)



Canto de Natal
Manuel Bandeira 

O nosso menino
Nasceu em Belém.
Nasceu tão-somente
Para querer bem.
Nasceu sobre as palhas
O nosso menino.
Mas a mãe sabia
Que ele era divino.
Vem para sofrer
A morte na cruz,
O nosso menino.
Seu nome é Jesus.
Por nós ele aceita
O humano destino:
Louvemos a glória
De Jesus menino.
(Manuel Bandeira, em ‘Belo belo’, 1948.)



Natal sem Sinos
Manuel Bandeira

No pátio a noite é sem silêncio.
E que é a noite sem o silêncio?
A noite é sem silêncio e no entanto onde os sinos
Do meu Natal sem sinos?
Ah meninos sinos
De quando eu menino!
Sinos da Boa Vista e de Santo Antônio.
Sinos do Poço, do Monteiro e da Igrejinha de Boa Viagem.
Outros sinos
Sinos
Quantos sinos
No noturno pátio
Sem silêncio, ó sinos
De quando eu menino,
Bimbalhai meninos,
Pelos sinos (sinos
Que não ouço), os sinos de
Santa Luzia.
– Manuel Bandeira (Rio de Janeiro, 1952), ‘Antologia poética’. 6ª ed., Rio de Janeiro: Sabiá, 1961.
https://www.revistaprosaversoearte.com/5-poemas-de-manuel-bandeira-para-encantar-o-seu-natal/



Sites sobre Manuel Bandeira:
http://www.academia.org.br/academicos/manuel-bandeira/biografia
https://www.ebiografia.com/manuel_bandeira/
http://www.releituras.com/mbandeira_bio.asp

Áudio com Manuel Bandeira:
https://www.youtube.com/watch?v=JmEbKt7kxY0

Vídeos de Manuel Bandeira
https://www.youtube.com/watch?v=acWHzVBs394
https://www.culturagenial.com/poemas-memoraveis-manuel-bandeira/

Crédito das imagens:
https://www.vermelho.org.br/noticia/324063-1
https://epoca.globo.com/cultura/noticia/2017/12/manuel-bandeira-um-dos-poetas-mais-cantados-de-sua-geracao-porem-pouco-ouvido.html
https://www.todoestudo.com.br/literatura/manuel-bandeira






segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

... E de repente já é dezembro outra vez! (1)

... E de repente já é dezembro outra vez! 

Dezembro é o décimo segundo e último mês do ano no calendário gregoriano 
e tem duração de 31 dias. Nele acontece o solstício de inverno, no hemisfério norte, 
e do verão no hemisfério sul.
Um mês que estimula reflexões e mudanças, já que fecha 
um ciclo anual do Tempo, em grande parte do Planeta Terra.


... E de repente já é dezembro outra vez! 
                                     Cora Coralina (1)

Enfeite a árvore de sua vida
com guirlandas de gratidão!
Coloque no coração laços de cetim rosa,
amarelo, azul, carmim,
Decore seu olhar com luzes brilhantes
estendendo as cores em seu semblante

Em sua lista de presentes
em cada caixinha embrulhe
um pedacinho de amor,
carinho,
ternura,
reconciliação,
perdão!

Tem presente de montão
no estoque do nosso coração
e não custa um tostão!
A hora é agora!
Enfeite seu interior!
Sejas diferente!
Sejas reluzente!
Cora Coralina

O bom dia do PMBFL é com Cora Coralina. Pseudônimo de Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas. Poeta. Contista. Considerada um dos nomes mais importantes da Literatura Brasileira, embora tenha publicado seu primeiro livro com mais de 75 an0s: O Poema dos Becos de Goiás e Estórias Mais Goiana. Nasceu em 20.08.1889 (Goiás) e faleceu em 10.04.1985. Autora premiada. Em sua bibliografia há destaque para:
* Poemas dos Becos de Goiás e Estórias Mais, poesia, 1965
* Meu Livro de Cordel, poesia, 1976
* Vintém de Cobre: Meias Confissões de Aninha, poesia, 1983
* Estórias da Casa Velha da Ponte, contos, 1985
* Os Meninos Verdes, infantil, 1980
* Tesouro da Casa Velha, poesia, 1996 (obra póstuma)
* A Moeda de Ouro Que um Pato Engoliu, infantil, 1999 (obra póstuma)
* Vila Boa de Goiás, poesia, 2001 (obra póstuma)

* O Pato Azul-Pombinho, infantil, 2001 (obra póstuma)



Aninha e Suas Pedras
Cora Coralina

Não te deixes destruir...
Ajuntando novas pedras
e construindo novos poemas.
Recria tua vida, sempre, sempre.
Remove pedras e planta roseiras e faz doces. Recomeça.
Faz de tua vida mesquinha
um poema.
E viverás no coração dos jovens
e na memória das gerações que hão de vir.
Esta fonte é para uso de todos os sedentos.
Toma a tua parte.
Vem a estas páginas
e não entraves seu uso
aos que têm sede.
Crédito das imagens:
https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgTEUGBfSMgJdKbyINt1yqr7sQswwOdiBF1swJ3TGXJg2j8_0pLrCxqan8A8IjDytnLO0OqxX6u3Rg2SB_uk15UX01KZnLQp6kZPatjPOAQg043NFfQ7_gz-zC7inCtIvQv6xyitB5ahJA/s1600/cora-coralina-decidir.jpg
http://4.bp.blogspot.com/-PF3O8wgEZs/T4TMujaR9aI/AAAAAAAAB18/mm_IO9LVSr4/s1600/Cora+Coralina+2.jpg

Mês da Consciência Negra - leituras, reflexões e belezuras literárias (12)

Mês da Consciência Negra - leituras, reflexões e belezuras literárias (12)

Neste mês de novembro/2019, 
em celebração ao Mês da Consciência Negra,
o blog Construindo Pasárgada do PMBFL compartilha 
uma série de postagens publicadas no bom dia do face do
Programa Manuel Bandeira de Formação de Leitores.
Trazemos a Literatura, biografia, sites e vídeos 
de Escritoras e Escritores Negras/os
para promover leituras, reflexões e belezuras literárias.
Tentamos priorizar Poetas de Pernambuco.

Cristiane Sobral
O bom dia do último dia do mês da Consciência Negra apresenta a escritora poeta Cristiane Sobral.

Cristiane Sobral, quem é ela?

Cristiane Sobral nasceu na zona oeste do Rio de Janeiro, no bairro Coqueiros, em 1974 e hoje mora em Brasília. Entre 1989 e 1998, teve como prioridade sua formação profissional. Iniciou as atividades artísticas em 1989, no Rio de Janeiro, em um curso de teatro do SESC, encerrado com o espetáculo “Cenas do Cotidiano”. Um ano depois chega a Brasília e começa a atuar em grupos de teatro no ambiente estudantil e monta a peça “Acorda Brasil”. Aos dezesseis anos ingressa no Ensino Superior, e torna-se a primeira atriz negra a se formar em Interpretação Teatral pela Universidade de Brasília.
A partir de 1999, a autora iniciou sua nova fase, dedicando-se à atuação profissional, envolvendo-se com temas sociais. Destaca-se sua atuação no curta metragem “A dança da Espera”, de André Luís Nascimento; no vídeo “A carreira e formação do diplomata”, de André Luís da Cunha, e ainda, a apresentação do Programa televisivo do PT para o GDF. Atuou também na peça “Machadianas Cenas Cariocas”, dirigida por Ginaldo de Souza em 2001. Protagonizou e concebeu os espetáculos: “Uma Boneca no Lixo”, premiado em 1999 pelo Governo do Distrito Federal e dirigido por Hugo Rodas; “Dra. Sida”, premiada pelo Ministério da Saúde em 2000 e no I, II e III Ciclo de Dramaturgia Negra realizado em Brasília e Porto Alegre.
Foi em 2000 que Sobral vinculou-se aos meios literários, quando iniciou sua participação na publicação Cadernos Negros, a partir do volume 23. Escreveu, durante algum tempo, uma coluna sobre crítica teatral para a revista brasiliense Tablado.
Em 2003 esteve no palco do Instituto Camões da Embaixada de Portugal em Brasília, onde homenageou Castro Alves e Joaquim Manuel de Macedo no projeto Herança da Literatura Brasileira com os espetáculos “Eu Sou Marabá” e “Brasil Negreiro”. Neste mesmo ano, ofereceu cursos de expressão na agência de modelos Scouting.
Em 2004, participou do recital “Oi Poema”, organizado por vários poetas e realizado pelo Ministério da Cultura como parte do projeto “Fome de livro, sede de poesia”. Além disso, formou atores para a Cia de Teatro Brenda Kelly, e consolidou o trabalho de direção do grupo teatral Cabeça Feita, fundado em 1999, composto por atores negros também graduados pela Universidade de Brasília. O mais novo espetáculo do grupo, “Petardo, será que você aguenta?”, esteve em cartaz em maio de 2004 no “Nacional Cine Teatro”, de Luanda, em Angola. Em junho, “Petardo”, cujos textos são de sua autoria em parceria com Dojival Vieira, estreou em Brasília. Nesse mesmo ano, atuou em “Ajala, o fazedor de cabeças”, que também conta com textos de sua autoria.
A autora já realizou diversos trabalhos em teatro, vídeo, televisão e cinema. Atualmente, concluiu uma Pós-Graduação em Educação, com ênfase para o ensino das artes. No início de 2005 foi convidada a ingressar uma Antologia sobre o negro no Brasil que está sendo organizada pela Editora Moderna e tem previsão de lançamento para este mesmo ano. Para divulgar aquilo que escreve, tem interpretado textos em cidades como Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador. Desde 1998, trabalha como Assessora de Cultura para a Embaixada de Angola.
Fonte: http://www.letras.ufmg.br/lite…/autoras/203-cristiane-sobral.

Poesias de Cristiane Sobral:
A infância, onde mora?

A menina
Cristiane Sobral

A menina que mora em mim
Há muito tempo não me visita
Está assustada dentro de mim
Escondida em algum lugar

A menina ficou perdida
Em meu labirinto de realizações
Derrubei as árvores do seu brincar
Não deixei vista para o mar

Sinto saudades da menina que mora em mim
Preciso de sua delicadeza
Da pureza e da alegria nos seus lábios

A menina que mora em mim
Eu esperei quando fui deitar
Colocando rosas brancas nos olhos.

(Postado em 20 de junho/ 2016 por Cristiane Sobral.)


Pensando sobre a poesia

1. A poesia é arte, gesto, cura. A nossa ancestralidade grita, invadindo as páginas alvas, ousando inserir grafismos da negritude no cenário das letras.

2. Um bom poema dispara sua flecha certeira, a desafiar a palidez da paisagem canônica. Ao acertar o alvo, desperta um universo de reflexões, imagens e sensações no leitor.

3. a palavra deve desafiar os paradoxos da realidade, instigar os sentidos e mentes adormecidas.

4. Quando escrevo tomo posse de vozes ancestrais com muita história pra contar. Nossa gente tem memória, deve ter vez e lugar no universo literário.

5. O som das letras deve embalar e estimular as conexões cerebrais e provocar abalos a ponto de invadir o inconsciente, a sonoridade da poesia é porta de transformações e revoluções nas mentes.

6. Escrever é contar de novo, nas letras está um gesto avassalador, a empoderar os sentidos, libertar o inconsciente e mudar o estado das coisas.


Carma 
Cristiane Sobral

Esse moleque?
Vendia chiclete e bala
Vendia a alma.

O pai do garoto?
Comprava o diabo numa garrafa de pinga
Derramava desgraça na vida do menino
Aconselhava o guri
Com surras cheias de falta de respeito.

O avô do miúdo também vendia bala.
Bala de revólver...
Um dia deu um pirulito e sumiu no mundo
Enquanto a avó chupava fome.

E o menino?
Aprendeu a roubar, beber, matar e cresceu bandido
Até morrer num natal qualquer sem nunca ter visto árvore…
Nunca ganhou nenhum presente
Nem conheceu vida pior que a sua.



Legado
Cristiane Sobral

Quero a dignidade proclamada por Senghor
A sabedoria de Mandela
A lucidez de Martin Luther King
A contundência de Spike Lee
A forja nas letras de Paulina Chiziane

Mas também quero
A agilidade de João do Pulo
Os neurônios de Milton Santos
A ousadia de Zumbi

Quero aprender com Lima Barreto
Frasear com Solano Trindade
Entrar em cena com Ruth de Souza
Caminhar com Luiz Gama
Luiza Mahin, Antônio Cândido, Lélia Gonzáles

Quero sentar na soleira da porta
À entrada do nosso quilombo
Com Carolina Maria de Jesus conversar longamente
Falar por nossos ancestrais
Colocar o passado à nossa frente
Trazer de volta o que sempre esteve aqui
Tão longe e tão perto.

terça-feira, 26 de novembro de 2019

Mês da Consciência Negra - leituras, reflexões e belezuras literárias (11)

Mês da Consciência Negra - leituras, reflexões e
belezuras literárias (11)

Neste mês de novembro/2019, 
em celebração ao Mês da Consciência Negra,
o blog Construindo Pasárgada do PMBFL compartilha 
uma série de postagens publicadas no bom dia do face do
Programa Manuel Bandeira de Formação de Leitores.
Trazemos a Literatura, biografia, sites e vídeos 
de Escritoras e Escritores Negras/os
para promover leituras, reflexões e belezuras literárias.
Tentamos priorizar Poetas de Pernambuco.






O bom dia do PMBFL é com Joel Rufino dos Santos. Carioca, filho de pernambucanos. Historiador, romancista e intelectual engajado na causa negra desde a juventude. Censurado pela ditadura civil-militar de 1964, foi preso político. Anistiado em 1979, retomou às atividades acadêmicas, presidindo a Fundação Palmares, durante as celebrações dos 300 anos da morte de Zumbi dos Palmares. Autor premiado nacional e internacionalmente. Agraciado duas vezes com o Prêmio Jabuti. Indicado diversas vezes ao Prêmio Hans Christian. Faleceu em 2015, aos 73 anos vítima de câncer. Pouquinho antes de falecer e mesmo com a saúde abalada, ganhou espaço na mídia ao salvar um jovem negro que estava sendo linchado em Copacabana. Joel Rufino dos Santos deixou um legado para a além dos livros, um exemplo de vida intelectual norteada pelo compromisso com a cidadania.

Bibliografia:
(Romance)
Crônica de indomáveis delírios. Rio de Janeiro: Rocco, 1991.
Bichos da terra tão pequenos. Rio de Janeiro: Rocco, 2010.
Claros sussurros de celestes ventos. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2012.
(Infantojuvenil)
O caçador de lobisomem, ou, o estranho caso do cussaruim da Vila do Passavento. São Paulo: Abril Cultural, 1975.
Marinho, o marinheiro, e outras histórias. São Paulo: Abril Cultural, 1976.
Aventuras no pais do pinta-aparece e outras histórias. São Paulo: Abril Cultural, 1977.
O curupira e o espantalho. São Paulo: Abril Cultural, 1978.
Uma estranha aventura em Talalai. São Paulo: Livraria Pioneira Editora, 1978.
Quatro dias de rebelião. Rio de Janeiro: José Olympio, 1980.
O noivo da cutia. São Paulo: Ática, 1980.
A pirilampéia e os dois meninos de Tatipurum. São Paulo: Ática, 1980.
O soldado que não era. 7. ed. São Paulo: Editora Moderna, 1983.
Historia de Trancoso. São Paulo: Ática, 1983.
A botija de ouro. São Paulo: Ática, 1984.
Dudu Calunga. Rio de Janeiro: Ática, 1986.
Rainha Quiximbi. São Paulo: Ática, 1986.
Ipupiara, o devorador de índios. São Paulo: Moderna, 1990.
Uma festa no céu. Belo Horizonte: Miguilim, 1995.
Gosto de África. São Paulo: Global, 1998.
Cururu virou pajé. São Paulo: Ática, 1999.
O curumim que virou gigante. São Paulo: Ática, 2000.
Quando eu voltei, tive uma surpresa. Rio de Janeiro: Rocco, 2000.
O presente de Ossanha. São Paulo: Global, 2000.
O Saci e o Curupira. São Paulo: Ática, 2000.
O grande pecado de Lampião e sua terrível peleja para entrar no céu. Belo Horizonte: Dimensão, 2005.
Vida e morte da onça-gente. São Paulo: Moderna, 2006.
O jacaré que comeu a noite. Rio de Janeiro: José Olympio, 2007.
Na rota dos tubarões. Rio de Janeiro: Pallas, 2008.
Não Ficção
História nova do Brasil. São Paulo: Ed. Giordano/Ed. Loyola, 1963 (Coautoria).
História nova do Brasil IV. 2. ed. São Paulo: Ed. Brasiliense, 1964.
O descobrimento do Brasil. Rio de Janeiro: MEC/CASES, 1964. (Col. História Nova 1).
As invasões holandesas. Rio de Janeiro: MEC/CASES, 1964. (Col. História Nova 3).
A expansão territorial. Rio de Janeiro: MEC/CASES, 1964. (Col. História Nova 4).
Independência de 1822. Rio de Janeiro: MEC/CASES, 1964. (Col. História Nova 6).
Da independência à República. Rio de Janeiro: MEC/CASES, 1964. (Col. História Nova 7).
O Renascimento, a Reforma e a Guerra dos Trinta Anos. São Paulo: JCM, 1970.
República: campanha e proclamação. São Paulo: JCM, 1970.
Mataram o presidente. São Paulo: Alfa e Ômega, 1976. (Coautoria).
História do Brasil. São Paulo: Marco Editorial, 1979.
O dia em que o povo ganhou. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1979.
História política do futebol brasileiro. São Paulo: Brasiliense, 1981.
O que é racismo. São Paulo: Brasiliense, 1982.
Zumbi. 7. ed. São Paulo: Moderna, 1985.
Constituições de ontem, constituinte de hoje. São Paulo: Ática, 1987.
Abolição. Rio de Janeiro: Record, 1988.
Afinal quem fez a República? São Paulo: FTD, 1989.
História, histórias. São Paulo: Editora FTD, 1992.
Atrás do muro da noite: dinâmica das culturas afro-brasileiras. Brasília: MINC / Fundação Cultural Palmares, 1994. (coautoria Wilson dos Santos Barbosa).
Paulo e Virgínia: o literário e o esotérico no Brasil atual. Rio de Janeiro: Rocco, 2001.
Épuras do social: como podem os intelectuais trabalhar para os pobres. São Paulo: Global, 2004.
Quem ama literatura não estuda literatura. Rio de Janeiro: Rocco, 2008.
Assim foi se me parece: livros, polêmicas e algumas memórias. Rio de Janeiro: Rocco, 2008.
Carolina Maria de Jesus: uma escritora improvável. Rio de Janeiro: Garamond, 2009.
(Antologias)
Literatura e afrodescendência no Brasil: antologia crítica. Vol. 2, Consolidação. Organização de Eduardo de Assis Duarte. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2011.

sexta-feira, 22 de novembro de 2019

Mês da Consciência Negra - leituras, reflexões e belezuras literárias (10)

Mês da Consciência Negra - leituras, reflexões e
belezuras literárias (10)

Neste mês de novembro/2019, 
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Programa Manuel Bandeira de Formação de Leitores.
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Tentamos priorizar Poetas de Pernambuco.
https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1372682576152482&set=t.100005900224086&type=3&theater

O bom dia do PMBFL é com Lia de Itamaracá
Maria Madalena Correa do Nascimento. Pernambucana, nascida e criada na Ilha de Itamaracá, onde vive há mais de 75 anos. Trabalhou e se aposentou como merendeira escolar. Sua trajetória artística é longa com altos e baixos, desde que começou, ainda, criança. “Descoberta” nos anos de 1960, pela pesquisadora da Cultura Popular e cantora Teca Calazans: “esta ciranda quem me deu foi Lia que mora na Ilha de Itamaracá...” A Ciranda, dança litorânea, já acontecia na praia de Jaguaribe, com moradores e turistas.
A Rainha da Ciranda recebeu vários títulos: Patrimônio Vivo de Pernambuco (desde 2005) e Doutor Honoris Causa pela Universidade Federal de Pernambuco-UFPE (2019).
"É com muito carinho que eu recebo esse título, como reconhecimento do meu trabalho. Na cultura, na música, em tudo o que eu posso ter direito de um dia fazer. Agradeço a todos os que me deram esse prêmio. Me sinto muito honrada e feliz porque não é todo dia que eu recebo um prêmio desses, mas Deus disse 'espere'. Eu esperei e estou aqui."

 
 O Centro Cultural Estrela de Lia, na Ilha de Itamaracá, é um sonho em constante processo de realização, pois desativado por anos e em 2014, desabou a palhoça principal devido às fortes chuvas. Além de apresentações, o espaço propõem viabilizar atividades educativas como oficinas de percussão, fotografia e artesanato.
Sites de/sobre Lia de Itamaracá:


Site das músicas de Lia de Itamaracá:

Vídeos com Lia de Itamaracá:

quinta-feira, 21 de novembro de 2019

Mês da Consciência Negra - leituras, reflexões e belezuras literárias (9)

Mês da Consciência Negra - leituras, reflexões e
belezuras literárias (9)

Neste mês de novembro/2019, 
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Programa Manuel Bandeira de Formação de Leitores.
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Tentamos priorizar Poetas de Pernambuco.


 O bom dia do PMBFL é com Elisa Lucinda. Capixaba. Jornalista. Atriz. Poeta. Letrista. Cantora. Professora.

(..)
não caibo nestas caixas
nestas definições
nestas prateleiras.
Quero andar na vida
sendo a vida pra mim
o que é para o índio a natureza.
Assim voo, pedalando solta
na estrada do rio da beleza
nos mares da liberdade alcançada, essa grandeza.
Em tal grandeza meu corpo flutua…
Nos mares doces e nas difíceis águas da vida crua,
minha alegria prossegue, continua.
Despida de armas e de medos
sou mais bonita nua.



Sites sobre Elisa Lucinda:
https://www.facebook.com/elisalucinda/
https://www.letras.mus.br/elisa-lucinda/
http://www.mulher500.org.br/elisa-lucinda-1958/
https://www.escritas.org/pt/elisa-lucinda
http://dicionariompb.com.br/elisa-lucinda/biografia


Vídeos com Elisa Lucinda:
https://www.youtube.com/watch?v=4uP1uWkV7hg
https://www.youtube.com/watch?v=w5UBFd0wZ94
https://www.youtube.com/watch?v=U4Khg1oneb8



Crédito das imagens:
https://www.mensagenscomamor.com/poemas-e-poesias-de-elisa-lucinda
http://www.achabrasilia.com/elisa-lucinda-vivo-encena/



quarta-feira, 20 de novembro de 2019

Dia Nacional da Consciência Negra




O Dia 20 de novembro é celebrado como o 
Dia Nacional da Consciência Negra com o objetivo de refletir sobre a relevância do legado do líder Zumbi, no Quilombo dos Palmares diante de sua atuação política com os demais quilombolas na luta pelo direito de liberdade de culto e religião, como também pelo fim do regime escravocrata no Brasil. Luta que ainda se faz necessária nos dias atuais para a garantia de direitos e cidadania.